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SABE AQUELE CAFEZINHO QUE VOCÊ TOMA?

A receita do pó de café que você toma!

O café faz parte do cotidiano de grande parte dos brasileiros, alguns costumam consumir a bebida mais de uma vez por dia, no café da manhã, para começar a jornada diária e depois do almoço, para não perder o ritmo. Mas muitos não imaginam como ele é feito, o processo de produção ou até quantas misturas foram necessárias para chegar naquele sabor. Na verdade, por trás do bom e velho cafezinho, há uma série de etapas que devem ser realizadas com precisão, o blend é uma delas.

Blends de café

Os blends de café são formados a partir da combinação de diversos grãos. Essa mistura pode ser de diferentes locais, variedades e espécies. De acordo com o diretor de produção do Café do Sítio, Rodrigo Castro, os blends funcionam como uma “receita”, que mistura lotes de grãos diversas regiões para alcançar a característica desejada. Se exagerar muito ou esquecer de algum ingrediente, a receita pode ter um sabor bem diferente do esperado. “No Café do Sítio há um provador licenciado, que faz a prova de cada lote de café que é comprado. Depois de identificar a característica de cada um, ele consegue fazer a mistura desses cafés em diferentes proporções para que tenhamos sempre o mesmo sabor do Sítio. Após decidir quais cafés irão compor o blend e suas proporções, o processo é passado para a fábrica, onde o blend é realizado em escala industrial”, afirma.

Um aspecto importante e que deve ser considerado para o sucesso dos blends são as características dos grãos, que podem variar a adstringência, o corpo, o sabor e o aroma. “O provador experimenta cada tipo de café para identificar os sabores e decidir quanto de cada um deverá entrar no blend, aponta Rodrigo.

A função central do blend é a padronização. “As características do café mudam de acordo com a região, clima, incidência solar e outros diversos fatores, ou seja, nunca teremos o mesmo café com exatamente as mesmas características. É por isso que o blend é tão importante, para chegarmos a um padrão no sabor do café”, destaca o diretor. Ainda para maximizar a padronização de sabores, no caso do Café do Sito são utilizados apenas os grãos tipo Arábico de produtores da região do Sul de Minas e triângulo mineiro.

Um detalhe curioso, que também interfere bastante no processo de produção do café, são as cores dos grãos, que durante o processo de torragem podem influenciar no sabor do produto. “A cor de um tipo de café, durante sua torra pode ‘pintar o outro’. Um muito escuro, por exemplo, pode ter sido ‘torrado demais’ e dar um gosto de queimado ao café. Atualmente, no café do sítio, não torramos o grão separadamente. Entretanto o controle de cor é feito de hora em hora, no próprio torrador, sem que haja separação dos grãos”, aponta Rodrigo.

 Além de padronizar e dar mais qualidade ao café, os blends também permitem a criação de novos sabores, variando entre mais encorpado, leve, suave, ácido ou frutado. 

Padrão de qualidade

O Selo de Pureza ABIC (Associações Brasileira da Indústria de Café), criado em 1989, certifica que o café não tem adulteração ou misturas e que oferece segurança alimentar, qualidade e respeito ao consumidor. No Café do Sítio, esse reconhecimento vem de longa data, desde 1990, ano em que conquistou o Selo. Em 2009, a marca atingiu mais um feito e alcançou o Certificado Superior de Pureza e Qualidade Superior, também da ABIC. Este por sua vez foi criado em 2004 e faz parte do O Programa de Qualidade do Café.

Foto: Divulgação

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